Economia, Sociedade e Desenvolvimento AMBIENTAL
A Estratégia de Lisboa ou Agenda de Lisboa é um conjunto de linhas de acção políticas interdependentes dirigidas à modernização e crescimento sustentável da economia europeia, através de 1) Crescimento económico e emprego; 2) Conhecimento e inovação; 3) Coesão social e 4) Sustentabilidade ambiental. Assim, o objectivo estratégico da União Europeia, até 2010, é “tornar-se na economia baseada no conhecimento mais competitiva e dinâmica do mundo, capaz de garantir um desenvolvimento económico sustentável, com mais e melhores postos de trabalho e uma maior coesão social”.
Com base nisso, o presente trabalho pretende estudar a actuação de Portugal no requesito ambiental dentro da Estratégia de Lisboa. Deste modo, será realizada uma análise dos indicadores estruturais a fim de verificar o desempenho ambiental da economia/ sociedade portuguesa em relação aos objectivos da Estratégia de Lisboa. Os pontos focados são: Qualidade do ar, Produção e destino de resíduos sólidos, Intensidade energética da economia e Contribuição das energias renováveis para a produção de electricidade. 1- Qualidade do ar
2- Produção e destino de resíduos sólidos
3- Intensidade energética da economia
4- Contribuição das energias renováveis para produção de electricidade Qualidade do ar O tema do trabalho que apresento, é referente á qualidade do ar, que respiramos, e que nos faz posteriormente viver, para isso, tive de estudar, tudo o que é referente a este bem essencial que nos faz viver. Um dos factores que afecta a qualidade do ar, é a poluição atmosférica. Por isso ser um factor que em que o trabalho irá incidir.
Para saber se o oxigénio é benigno para o nosso bem-estar, temos de saber o índice de qualidade do ar.
A definição do índice de qualidade do ar, é dada por:
O índice de qualidade do ar de uma determinada área resulta da média aritmética calculada para cada um dos poluentes medidos em todas as estações da rede dessa área. Os valores assim determinados são comparados com as gamas de concentrações associadas a uma escala de cores sendo os piores poluentes responsáveis pelo índice.
Poluição atmosférica:
A poluição atmosférica refere-se às alterações da atmosfera susceptíveis de causar impacto a nível ambiental ou de saúde humana, através da contaminação por gases, partículas sólidas, liquidas em suspensão, material biológico ou energia. A adição dos contaminantes pode provocar danos directamente na saúde humana ou no ecossistema, podendo estes danos ser causados por elementos resultantes dos contaminantes. Para além de prejudicar a saúde, pode igualmente reduzir a visibilidade, diminuir a intensidade da luz ou provocar odores desagradáveis.
Definição
Poluição atmosférica significa uma introdução antropogénica, directa ou indirectamente, de substâncias ou energia para o ar, resultando em efeitos prejudiciais de modo a pôr em perigo a saúde humana, danos nos recursos vivos e nos ecossistemas assim como nos bens materiais, pôr em risco ou prejudicar os valores estéticos e as outras legítimas utilizações do ambiente.
A influência dos contaminantes, ou substâncias poluentes, no grau de poluição depende da sua composição química, concentração na massa de ar ou mesmo dependendo das condições climatéricas, que podem influenciar a sua dissipação, ou os mecanismos reaccionais que podem dar origem a novos poluentes.
Fontes de Poluição
As fontes de poluição atmosférica são variadas e classificadas como antropogénicas ou naturais, ou de acordo com a sua especificidade Fontes estacionárias - Emissões provenientes de centrais eléctricas e termoeléctricas, instalações de produção, incineradores, fornos e aparelhos de queima.
Fontes móveis - Emissões provenientes do tráfego rodoviário, aéreo, marítimo e fluvial, incluindo as emissões sonoras e térmicas.
Fontes em área - No caso de emissões difusas, com uma distribuição homogénea.
Fontes em linha - Associada a fontes móveis. Os veículos automóveis, por exemplo, são uma fonte móvel, contudo ao longo de vias rodoviárias constituem uma fonte em linha.
Fontes pontuais - Casos especiais de fontes emissoras, cuja análise e tratamento apresenta particularidades especificas, como no caso da chaminé de uma central térmica.
Profundidade óptica dos aerossóis · Dióxidos de enxofre (SO2) - altas concentrações de SO2 podem provocar problemas no tracto respiratório, com especial incidência em grupos sensíveis como asmáticos.
Compostos Orgânicos Voláteis - Estes compostos podem causar irritação da membrana mucosa, conjuntivite, danos na pele e nos canais respiratórios superiores independentemente de estarem no estado gasoso, assim como spray ou aerossol. Em contacto com a pele podem causar pele sensível e enrugada, e quando ingeridos ou inalados em quantidades elevadas causam lesões no esófago, traqueia, trato gastro-intestinal, vómitos, perda de consciência e desmaios.
Partículas finas - São um dos principais poluentes com efeitos directos na saúde humana, especialmente no caso de partículas finas. Inaladas, penetram no sistema respiratório causando sérios danos. Estudos recentes comprovam que são responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias como a bronquite asmática.
Monumento danificado pela acção e chuvas ácidas
Os impactes ao nível do ambiente podem ser a uma escala local, regional ou global, dependendo do tipo de poluição e das características ambientais. Acidificação da atmosfera e chuvas ácidas - A principal causa da acidificação é a presença na atmosfera terrestre de gases e partículas ricos em enxofre e azotohidrólise no meio atmosférico produz ácidos fortes. Assumem particular importância os compostos azotados (NOx) gerados pelas altas temperaturas de queima dos combustíveis fósseis e os compostos de enxofre (SOx) produzidos pela oxidação das impurezas sulfurosas existentes na maior parte dos carvões e petróleos.[58] Os efeitos ambientais da precipitação ácida levaram à adopção, pela generalidade dos países, de medidas legais restritivas da queima de combustíveisenxofre e obrigando à adopção de tecnologias de redução das emissões de azoto reactivo para a atmosfera. reactivo cuja ricos em A qualidade do ar, depende sobretudo das nossas atitudes para com o nosso meio ambiente, ora boas, ora mas, e que levam a degradação do nosso bem-estar e a longo prazo da nossa sobrevivência, o Homem criou e gere o mundo a seu belo prazer, mas esquece-se, com todas as regalias que tem, daquilo que é mais importante, o mundo em seu redor, e o seu futuro bem-estar. As nossas regalias estão a levar o mundo há sua destruição, e dos outros seres vivos que habitam o nosso planeta terra. Pode parecer que não, mas a qualidade do ar, influencia muito mais do que o nosso respirar, influencia também o nosso modo de agir, assim como o de todos os outros seres vivos. Por isso, em termo de conclusão, penso que todos nós devemos ter mais atenção aquilo que fazemos e as escolhas que tomamos. Produção e destino de resíduos sólidos
Antes de inserir qualquer informação (como havia feito no trabalho anterior) coloquei um pequeno glossário que contém algumas das palavras sobre o tema para uma melhor compreensão do trabalho. O que são resíduos sólidos urbanos?
O termo “resíduos sólidos urbanos” começou a ser utilizado para definir “lixo”. Lixo significa “aquilo que se deitou fora porque está gasto, sujo ou não é útil”. Tem origem no latim lixa, que significa “água da lixívia”. O que é um aterro sanitário?
Aterro sanitário é um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela actividade humana. Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, ou dejectos sólidos retirados do esgoto. O que é a incineração?
Incineração é a queima do lixo em fornos próprios. Apresenta a vantagem de reduzir bastante o volume de resíduos. Além disso, destrói os microrganismos que causam doenças, contidos principalmente no lixo hospitalar e industrial.
Produção e destino de resíduos sólidos urbanos
O tratamento de resíduos sólidos constitui uma das principais preocupações da sociedade modernas.
O crescimento da população, em especial da que se localiza em grandes centros urbanos, e as necessidades de uma sociedade moderna obriga à criação de sistemas de recolha e tratamento de resíduos de uma dimensão e complexidade incomparáveis face ao que se verificava há uns anos.
A crescente compreensão dos efeitos que um ineficiente tratamento dos resíduos produz no meio ambiente tem levado à criação de sistemas mais selectivos para o seu tratamento.
Portugal tem registado, ao longo do período considerado (ver gráfico 6.1), um volume de resíduos recolhido claramente inferior à média da UE.
O desenvolvimento económico, factor que propicia o aumento dos resíduos produzidos, que Portugal registou não tem incrementado de forma significativa a produção de resíduos sólidos, facto que poderá ser justificado pelo surgimento de uma preocupação ambiental que promove a separação de resíduos.
Do conjunto de países da UE apenas a Grécia, a Irlanda e a Suécia registam menores quantidades de resíduos sólidos recolhidos que Portugal.
Embora se estime que cerca de 70% do volume de resíduos sólidos provenha das famílias, são também considerados, na variável, os resíduos de comércio e de serviços.
A deposição em aterros continua a ser na UE a forma dominante de destino final dos resíduos.
No caso de Portugal o recurso a aterros é utilizado de forma ainda mais intensiva que o que se verifica no conjunto da UE. Por seu turno, enquanto nos EUA a situação é semelhante à Europeia, no Japão este método é muito pouco utilizado no tratamento de resíduos.
A incineração é utilizada na UE para tratar menos de um quinto dos resíduos não tendo a sua importância relativa variado significativamente nos últimos anos.
Em Portugal, o peso deste método, em 1999, era menor que o verificado na UE tendo, contudo, sido utilizado mais intensamente em 2000, superando o correspondente peso na média da UE.
Os EUA têm vindo a reduzir o recurso a este método, e em 1999 representou mesmo uma menor fatia nos destinos dos resíduos sólidos que a correspondente da UE. O Japão tem diminuído ligeiramente a utilização da incineração mas encontra-se a níveis superiores aos da UE. Os Resíduos sólidos constituem aquilo que genericamente se chama lixo: materiais sólidos considerados inúteis, supérfluos ou perigosos, gerados pela actividade humana, e que devem ser descartados ou eliminados.
O conceito de "lixo" pode ser considerado como uma invenção humana, pois em processos naturais não há lixo - apenas produtos inertes.
Embora o termo lixo se aplique aos resíduos sólidos em geral, muito do que se considera lixo pode ser reutilizado ou reciclado, desde que os materiais sejam adequadamente tratados. Além de gerar emprego e renda, a reciclagem proporciona uma redução da demanda de matérias-primas e energia, contribuindo também para o aumento da vida útil dos aterros sanitários. Certos resíduos, no entanto, não podem ser reciclados, a exemplo do lixo hospitalar ou nuclear. Várias disposições finais de resíduos sólidos:
· Aterros sanitários
Aterros sanitários são considerados como um solução prática, relativamente barata de disposição final de resíduos urbanos e industriais - inclusive de resíduos que poderiam ser reciclados. Todavia demandam grandes áreas de terra, onde o lixo é depositado. Após o esgotamento do aterro, essas áreas podem ser descontaminadas e utilizadas para outras finalidades. Todavia, se o aterro não for adequadamente impermeabilizado e operado, constitui-se em factor de poluição ambiental e contaminação do solo, das águas subterrâneas e do ar. A poluição deve-se ao processo de decomposição da matéria orgânica, que gera enormes quantidades de chorume - fluido que se infiltra para o solo e nos corpos de água - e biogás, composto de metano e outros componentes tóxicos.
· Lixões
"Lixão", vazadouro ou descarga de resíduos a céu aberto é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de protecção ao meio ambiente ou à saúde pública.
No "lixão" não há nenhum controle quanto aos tipos de resíduos depositados.
· Incineradores
Incineradores reduzem o lixo a cinzas. São altamente poluidores, gerando dioxinas e gases de efeito estufa. É o método utilizado para a destruição de lixo hospitalar, que pode conter agentes causadores de doenças potencialmente fatais. No século passado até meados dos anos cinquenta era prática comum, o resíduo industrial e até a matéria orgânica serem eliminados com uso de grandes fornos por dissipação atmosférica das chaminés.
· Compostagem
É um tratamento através do qual a matéria orgânica é transformada em adubo ou composto orgânico.
· Biogasificação
A biogasificação ou metanização é um tratamento por decomposição anaeróbica que gera biogás, formado por cerca de 50% de metano e que pode ser utilizado como combustível. O resíduo sólido da biogasificação pode ser tratado aerobicamente para formar composto orgânico.
· Confinamento permanente
O lixo altamente tóxico e duradouro, e que não pode ser destruído, como lixo nuclear, precisa ser tratado e confinado permanentemente, e mantido em locais de difícil acesso, tais como túneis escavados a quilómetros abaixo do solo.
· Reciclagem
A reciclagem é o processo de reaproveitamento de resíduos sólidos orgânicos e inorgânicos. É considerado o melhor método de destinação do lixo, em relação ao meio ambiente, uma vez que diminui a quantidade de resíduos enviados a aterros sanitários, e reduz a necessidade de extracção de matéria-prima directamente da natureza.
Porém, muitos materiais não podem ser reciclados continuadamente (fibras, em especial). A reciclagem de certos materiais é viável, mas pouco praticada, pois muitas vezes não é comercialmente interessante. Alguns materiais, entretanto, em especial o chamado lixo tóxico e o lixo hospitalar, não podem ser reciclados, devendo ser eliminados ou confinados. Fraldas descartáveis são recicláveis embora essa tecnologia ainda não esteja disponível em alguns países.
Na minha opinião, reciclar o máximo possível de lixo seria o mais adequado. Assim sendo não seriam tão usadas as outras formas de destino dos resíduos sólidos mais poluentes, prejudiciais à saúde e que não têm tantos benefícios, ou seja, se mais pessoas reciclassem, menos resíduos iriam ser incinerados, depositados em aterros, menos lixo estaria sujeito a poluir a águas subterrâneas, etc.
Bibliografia:
Relatório “A ESTRATÉGIA DE LISBOA: PORTUGAL NO CONTEXTO DA UNIÃO EUROPEIA”
http://www.portaldeambiente.com/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=pa.stories/1122 http://pt.wikipedia.org/wiki/Res%C3%ADduos_s%C3%B3lidos http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3890 http://www.incineracao.online.pt/residuos-solidos-urbanos http://pt.wikipedia.org/wiki/Aterro_sanit%C3%A1rio Intensidade Energética da Economia Intensidade Energética da Economia (Paula Cruz)
A ‘Intensidade Energética’ é o indicador que faz a relação entre o consumo final de energia de uma dada área sócio-econômica e o seu PIB (produto interno bruto). Este indicador possibilita a avaliação do consumo de energia de uma economia e da eficiência energética da mesma, em outras palavras, ele permite a avaliar a eficiência de uma economia em termos de utilização de energia através da análise da quantidade energética necessária para produzir uma determinada unidade de riqueza. Economias desenvolvidas são caracterizadas pelos baixos níveis de intensidade energética.
Portugal, no ano de 2006, apresentou um alto nível de intensidade energética: 200 tep (toneladas equivalentes de petróleo) por 1.000 euros de PIB, em contraste com a média europeia, que foi 177 tep. Assim, diante da intensidade energética do aparelho econômico do país, verifica-se que o mesmo tem sido pouco eficiente na utilização de sua energia. No entanto, a intensidade energética portuguesa foi reduzida em 5,49% em relação ao ano anterior, o que pode ser considerado um significativo avanço, mas não ideal, visto que Portugal se configura como um dos países da EU que apresenta maior ineficiência energética.
Além disso, Portugal possui um grande potencial para a produção de energias renováveis que foi subaproveitado durante muito tempo. Esta situação gerou uma forte dependência energética em relação ao exterior: em 2007, o país despendeu mais de 6 mil milhões de euros em compras líquidas ao exterior para suprir as suas necessidades energéticas, ou seja, mais de 16 milhões de euros por dia.
Desta forma, faz-se imperativa uma mudança nos padrões de produção e consumo de energia a fim de ampliar a eficiência energética e ambiental da economia portuguesa e minimizar a sua vulnerabilidade em relação aos mercados internacionais. Consciente desta necessidade, o governo português tem buscado implementar medidas preconizadas no setor energético, devendo este conhecer importantes alterações no sentido da eficiência energética e da racionalidade do uso da energia.
A estratégia nacional para o setor energético tem como principais objectivos: · Assegurar o abastecimento de energia, por meio da diversificação dos recursos primários e dos serviços energéticos e da promoção da eficiência energética na cadeia da oferta e na demanda de energia; · Estimular e favorecer a concorrência, de forma a promover a defesa dos consumidores, a competitividade e a eficiência das empresas; e · Garantir a adequação ambiental de todo o processo energético, minimizando os impactos ambientais.
Deste modo, o Governo português assume seu interesse em: · Reduzir a dependência energética face ao exterior, aumentando a produção nacional, através de investimentos em energias renováveis; · Aumentar a eficiência energética e diminuir as emissões de CO2, através da diminuição da importância dos combustíveis fósseis nas fontes primárias; e · Reduzir o custo da energia e aumentar a qualidade do serviço prestado.
Concluindo, entende-se que o alcance da eficiência energética em Portugal pode ser caracterizada como um desafio que implica e implicará esforço, gestão adequada de recursos e sustentabilidade. Em síntese, é uma tarefa difícil, mas muito bem definida e, sobretudo, com todas as condições para ser bem sucedida.
CONSELHO ECONÔMICO SOCIAL. Estratégia de Lisboa. Disponínel em: <http://www.ces.pt/file/doc/68/>. Acesso em 1º Novembro 2009.
Contribuição das energias renováveis para produção de electricidade (ANA LEONOR, JOANA MARTINS)
A energia no mundo é, na grande maioria dos casos, produzida pelas fontes de energias
tradicionais como o petróleo, carvão mineral e gás natural.
Essas fontes são poluentes e não-renováveis.
Existem diferentes opiniões sobre o tempo da duração dos combustíveis fósseis mas devido a energias limpas e renováveis como a energia solar, a biomassa, a energia eólica, a energia maremotriz e sanções como as que estão previstas no Protocolo de Quioto, que exige dos países industriais um menor nível de gases de efeito de estufa expelidos para a atmosfera, as energias alternativas são já um novo modelo de produção de energias económicas e saudáveis para o meio ambiente.
As energias renováveis são portanto consideradas como "alternativas" ao modelo energético tradicional, tanto pela sua disponibilidade (presente e futura) garantida (ao contrário dos combustíveis fósseis que precisam de milhares de anos para a sua formação) como pelo seu menor impacto ambiental.
São geralmente designadas por energias renováveis as fontes de energia que se podem considerar inesgotáveis ou cujo potencial energético se possa renovar.
São usualmente incluídas no âmbito das fontes de energia renovável, a energia eólica, hídrica, geotérmica, solar, energia das ondas, energia das marés, cogeração (produção combinada de energia eléctrica e energia térmica para um determinado fim, como por exemplo utilização industrial ou aquecimento do ambiente) e o aproveitamento da biomassa. As energias renováveis não contribuem para o efeito de estufa, causam menores impactos negativos do que os que são provocados por outras fontes de energia eléctrica, fóssil e nuclear e promovem desenvolvimento em zonas desfavorecidas, pelo investimento e também pelo emprego criado.
As energias renováveis são, neste momento, um negócio que tem beneficiado de um crescimento acelerado na Europa Ocidental e Estados Unidos, ao mesmo tempo que mantém um grande potencial de desenvolvimento futuro, através de oportunidades em novos mercados e da evolução das tecnologias.
No caso de alguns países, nos quais se insere Portugal, a instituição de regulamentação específica e a assinatura do Protocolo de Quioto foram decisivos para estimular a recente vaga de lançamento de projectos de energias renováveis.
A factura da electricidade de um consumidor comum não é uma equação fácil de resolver, já que para além dos custos inerentes ao transporte, distribuição e comercialização, os consumidores pagam ainda uma tarifa pelo uso global do sistema que incluem os chamados custos de interesse económico geral, que se referem entre outros às tarifas das energias renováveis (que desde Maio de 2006 se repercutem apenas nos consumidores domésticos, por decisão do executivo).
As energias renováveis têm um grande relevo no actual panorama nacional.
Existe uma directiva (conhecida por Directiva das Renováveis) que obriga os países a produzir uma percentagem da energia eléctrica apenas através de fontes de energias renováveis, a partir de 2010. No caso de Portugal, esse valor é de 39%. As expectativas relativas a este assunto são até acima desse valor e oscilam neste momento entre os 43% avançados por Sá da Costa, Presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis.
Em Portugal existem essencialmente dois mecanismos de apoio directo à produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis: um regime jurídico, que estabelece uma remuneração diferenciada por tecnologia e regime de exploração para a produção de energia eléctrica com base em recursos renováveis e uma medida de apoio ao investimento em projectos de produção de energia a partir das fontes de energias renováveis.
O Decreto-Lei nº 29/2006, de 15 de Março de 2006, veio estabelecer as bases gerais de organização e funcionamento do Sistema Eléctrico Nacional (SEN), classificando a produção de electricidade em dois regimes:
• Produção em regime ordinário;
• Produção em regime especial;
Ao regime especial corresponde a produção de electricidade com incentivos:
• À utilização de recursos endógenos e renováveis;
• à produção combinada de energia térmica e energia eléctrica (cogeração);
Na sequência da publicação do Decreto Lei nº 172/2006, de 23 de Agosto de 2006, que estabelece o regime correspondente à produção em regime ordinário, o Governo estabeleceu o regime associado à produção em regime especial, mediante a publicação de três Decretos Lei:
• Um, relativo ao regime de produção de energia a partir de fontes renováveis, que tem uma natureza integradora e de actualização, à luz de novas metas e realidades;
• Outro, relativo à produção combinada de calor e electricidade (cogeração);
• Um terceiro, relativo à microgeração, quer a partir de energias renováveis, quer a partir da co-geração;
A produção de energia eléctrica através de sistemas de geração de pequena escala
(microgeração), localizados junto dos locais de consumo e utilizando fontes renováveis de energia, ou processos de conversão de elevada eficiência energética, será mais um contributo para a qualificação do sistema energético português, em que muitos estão empenhados.
Através da criação de condições para a produção descentralizada de pequena escala, renovável ou de elevada eficiência, dar-se-á mais um contributo para reduzir a dependência energética nacional, criar uma relação mais íntima dos consumidores com a energia, fomentando a eficiência nos usos e aumentando a sua responsabilidade ambiental, e reduzir a factura energética dos consumidores residenciais e de serviços.
O que podemos concluir ao abordar este tema é a crescente importância das energias renováveis no mundo actual. Se por um lado elas são importantes para a sustentabilidade energética e apresentam inúmeras vantagens tais como, criação de emprego e investimentos em zonas desfavorecidas, por outro apresentam também benefícios financeiros para os Municípios e populações locais. Ao nível governamental a diminuição dos custos que venham a incorrer pela aplicação de penalidades impostas pelo protocolo de Quioto e de directivas comunitárias também é um ponto positivo.
Por outro lado há que pesar também os contras, nomeadamente o custo de produção e o consequente peso nas facturas dos consumidores, sobretudo os de baixa tensão que têm a seu cargo 99,05 por cento dos custos que os subsídios das energias renováveis representam. Se por um lado as energias renováveis têm um impacto forte na tarifa, por outro, estudos revelam que é muitíssimo rentável, a vários níveis, apostar em energias renováveis.
Em 2006, a venda de energias renováveis em Portugal gerou receitas de mais de 425 milhões de euros e estima-se que a microgeração permita poupar cerca de 6 milhões de euros por ano em electricidade.
Trabalho realizado por: Saulo Fonseca - Qualidade do ar
Joana Martins- Contribuição das energias renováveis para produção de electricidade
Ana Matos- Contribuição das energias renováveis para produção de electricidade
Paula Cruz- Intensidade energética da economia
Isabel Paiva- Produção e destino de resíduos sólidos
AMBIENTAL
A Estratégia de Lisboa ou Agenda de Lisboa é um conjunto de linhas de acção políticas interdependentes dirigidas à modernização e crescimento sustentável da economia europeia, através de 1) Crescimento económico e emprego; 2) Conhecimento e inovação; 3) Coesão social e 4) Sustentabilidade ambiental. Assim, o objectivo estratégico da União Europeia, até 2010, é “tornar-se na economia baseada no conhecimento mais competitiva e dinâmica do mundo, capaz de garantir um desenvolvimento económico sustentável, com mais e melhores postos de trabalho e uma maior coesão social”.
Com base nisso, o presente trabalho pretende estudar a actuação de Portugal no requesito ambiental dentro da Estratégia de Lisboa. Deste modo, será realizada uma análise dos indicadores estruturais a fim de verificar o desempenho ambiental da economia/ sociedade portuguesa em relação aos objectivos da Estratégia de Lisboa. Os pontos focados são: Qualidade do ar, Produção e destino de resíduos sólidos, Intensidade energética da economia e Contribuição das energias renováveis para a produção de electricidade.
1- Qualidade do ar
2- Produção e destino de resíduos sólidos
3- Intensidade energética da economia
4- Contribuição das energias renováveis para produção de electricidade
Qualidade do ar
O tema do trabalho que apresento, é referente á qualidade do ar, que respiramos, e que nos faz posteriormente viver, para isso, tive de estudar, tudo o que é referente a este bem essencial que nos faz viver. Um dos factores que afecta a qualidade do ar, é a poluição atmosférica. Por isso ser um factor que em que o trabalho irá incidir.
Para saber se o oxigénio é benigno para o nosso bem-estar, temos de saber o índice de qualidade do ar.
A definição do índice de qualidade do ar, é dada por:
O índice de qualidade do ar de uma determinada área resulta da média aritmética calculada para cada um dos poluentes medidos em todas as estações da rede dessa área. Os valores assim determinados são comparados com as gamas de concentrações associadas a uma escala de cores sendo os piores poluentes responsáveis pelo índice.
Poluição atmosférica:
A poluição atmosférica refere-se às alterações da atmosfera susceptíveis de causar impacto a nível ambiental ou de saúde humana, através da contaminação por gases, partículas sólidas, liquidas em suspensão, material biológico ou energia. A adição dos contaminantes pode provocar danos directamente na saúde humana ou no ecossistema, podendo estes danos ser causados por elementos resultantes dos contaminantes. Para além de prejudicar a saúde, pode igualmente reduzir a visibilidade, diminuir a intensidade da luz ou provocar odores desagradáveis.
Definição
Poluição atmosférica significa uma introdução antropogénica, directa ou indirectamente, de substâncias ou energia para o ar, resultando em efeitos prejudiciais de modo a pôr em perigo a saúde humana, danos nos recursos vivos e nos ecossistemas assim como nos bens materiais, pôr em risco ou prejudicar os valores estéticos e as outras legítimas utilizações do ambiente.
A influência dos contaminantes, ou substâncias poluentes, no grau de poluição depende da sua composição química, concentração na massa de ar ou mesmo dependendo das condições climatéricas, que podem influenciar a sua dissipação, ou os mecanismos reaccionais que podem dar origem a novos poluentes.
Principais poluentes
Fontes de Poluição
As fontes de poluição atmosférica são variadas e classificadas como antropogénicas ou naturais, ou de acordo com a sua especificidade Fontes estacionárias - Emissões provenientes de centrais eléctricas e termoeléctricas, instalações de produção, incineradores, fornos e aparelhos de queima.
Impactos na saúde humana
Profundidade óptica dos aerossóis
· Dióxidos de enxofre (SO2) - altas concentrações de SO2 podem provocar problemas no tracto respiratório, com especial incidência em grupos sensíveis como asmáticos.
Impactos no ambiente
Monumento danificado pela acção e chuvas ácidas
Os impactes ao nível do ambiente podem ser a uma escala local, regional ou global, dependendo do tipo de poluição e das características ambientais.
Acidificação da atmosfera e chuvas ácidas - A principal causa da acidificação é a presença na atmosfera terrestre de gases e partículas ricos em enxofre e azotohidrólise no meio atmosférico produz ácidos fortes. Assumem particular importância os compostos azotados (NOx) gerados pelas altas temperaturas de queima dos combustíveis fósseis e os compostos de enxofre (SOx) produzidos pela oxidação das impurezas sulfurosas existentes na maior parte dos carvões e petróleos.[58] Os efeitos ambientais da precipitação ácida levaram à adopção, pela generalidade dos países, de medidas legais restritivas da queima de combustíveisenxofre e obrigando à adopção de tecnologias de redução das emissões de azoto reactivo para a atmosfera. reactivo cuja ricos em
A qualidade do ar, depende sobretudo das nossas atitudes para com o nosso meio ambiente, ora boas, ora mas, e que levam a degradação do nosso bem-estar e a longo prazo da nossa sobrevivência, o Homem criou e gere o mundo a seu belo prazer, mas esquece-se, com todas as regalias que tem, daquilo que é mais importante, o mundo em seu redor, e o seu futuro bem-estar. As nossas regalias estão a levar o mundo há sua destruição, e dos outros seres vivos que habitam o nosso planeta terra. Pode parecer que não, mas a qualidade do ar, influencia muito mais do que o nosso respirar, influencia também o nosso modo de agir, assim como o de todos os outros seres vivos. Por isso, em termo de conclusão, penso que todos nós devemos ter mais atenção aquilo que fazemos e as escolhas que tomamos.
Produção e destino de resíduos sólidos
Antes de inserir qualquer informação (como havia feito no trabalho anterior) coloquei um pequeno glossário que contém algumas das palavras sobre o tema para uma melhor compreensão do trabalho.
O que são resíduos sólidos urbanos?
O termo “resíduos sólidos urbanos” começou a ser utilizado para definir “lixo”. Lixo significa “aquilo que se deitou fora porque está gasto, sujo ou não é útil”. Tem origem no latim lixa, que significa “água da lixívia”.
O que é um aterro sanitário?
Aterro sanitário é um espaço destinado à deposição final de resíduos sólidos gerados pela actividade humana. Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, ou dejectos sólidos retirados do esgoto.
O que é a incineração?
Incineração é a queima do lixo em fornos próprios. Apresenta a vantagem de reduzir bastante o volume de resíduos. Além disso, destrói os microrganismos que causam doenças, contidos principalmente no lixo hospitalar e industrial.
Produção e destino de resíduos sólidos urbanos
O tratamento de resíduos sólidos constitui uma das principais preocupações da sociedade modernas.
O crescimento da população, em especial da que se localiza em grandes centros urbanos, e as necessidades de uma sociedade moderna obriga à criação de sistemas de recolha e tratamento de resíduos de uma dimensão e complexidade incomparáveis face ao que se verificava há uns anos.
A crescente compreensão dos efeitos que um ineficiente tratamento dos resíduos produz no meio ambiente tem levado à criação de sistemas mais selectivos para o seu tratamento.
Portugal tem registado, ao longo do período considerado (ver gráfico 6.1), um volume de resíduos recolhido claramente inferior à média da UE.
O desenvolvimento económico, factor que propicia o aumento dos resíduos produzidos, que Portugal registou não tem incrementado de forma significativa a produção de resíduos sólidos, facto que poderá ser justificado pelo surgimento de uma preocupação ambiental que promove a separação de resíduos.
Do conjunto de países da UE apenas a Grécia, a Irlanda e a Suécia registam menores quantidades de resíduos sólidos recolhidos que Portugal.
Embora se estime que cerca de 70% do volume de resíduos sólidos provenha das famílias, são também considerados, na variável, os resíduos de comércio e de serviços.
A deposição em aterros continua a ser na UE a forma dominante de destino final dos resíduos.
No caso de Portugal o recurso a aterros é utilizado de forma ainda mais intensiva que o que se verifica no conjunto da UE. Por seu turno, enquanto nos EUA a situação é semelhante à Europeia, no Japão este método é muito pouco utilizado no tratamento de resíduos.
A incineração é utilizada na UE para tratar menos de um quinto dos resíduos não tendo a sua importância relativa variado significativamente nos últimos anos.
Em Portugal, o peso deste método, em 1999, era menor que o verificado na UE tendo, contudo, sido utilizado mais intensamente em 2000, superando o correspondente peso na média da UE.
Os EUA têm vindo a reduzir o recurso a este método, e em 1999 representou mesmo uma menor fatia nos destinos dos resíduos sólidos que a correspondente da UE. O Japão tem diminuído ligeiramente a utilização da incineração mas encontra-se a níveis superiores aos da UE.
Os Resíduos sólidos constituem aquilo que genericamente se chama lixo: materiais sólidos considerados inúteis, supérfluos ou perigosos, gerados pela actividade humana, e que devem ser descartados ou eliminados.
O conceito de "lixo" pode ser considerado como uma invenção humana, pois em processos naturais não há lixo - apenas produtos inertes.
Embora o termo lixo se aplique aos resíduos sólidos em geral, muito do que se considera lixo pode ser reutilizado ou reciclado, desde que os materiais sejam adequadamente tratados. Além de gerar emprego e renda, a reciclagem proporciona uma redução da demanda de matérias-primas e energia, contribuindo também para o aumento da vida útil dos aterros sanitários. Certos resíduos, no entanto, não podem ser reciclados, a exemplo do lixo hospitalar ou nuclear.
Várias disposições finais de resíduos sólidos:
· Aterros sanitários
Aterros sanitários são considerados como um solução prática, relativamente barata de disposição final de resíduos urbanos e industriais - inclusive de resíduos que poderiam ser reciclados. Todavia demandam grandes áreas de terra, onde o lixo é depositado. Após o esgotamento do aterro, essas áreas podem ser descontaminadas e utilizadas para outras finalidades. Todavia, se o aterro não for adequadamente impermeabilizado e operado, constitui-se em factor de poluição ambiental e contaminação do solo, das águas subterrâneas e do ar. A poluição deve-se ao processo de decomposição da matéria orgânica, que gera enormes quantidades de chorume - fluido que se infiltra para o solo e nos corpos de água - e biogás, composto de metano e outros componentes tóxicos.· Lixões
"Lixão", vazadouro ou descarga de resíduos a céu aberto é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de protecção ao meio ambiente ou à saúde pública.No "lixão" não há nenhum controle quanto aos tipos de resíduos depositados.
· Incineradores
Incineradores reduzem o lixo a cinzas. São altamente poluidores, gerando dioxinas e gases de efeito estufa. É o método utilizado para a destruição de lixo hospitalar, que pode conter agentes causadores de doenças potencialmente fatais. No século passado até meados dos anos cinquenta era prática comum, o resíduo industrial e até a matéria orgânica serem eliminados com uso de grandes fornos por dissipação atmosférica das chaminés.· Compostagem
É um tratamento através do qual a matéria orgânica é transformada em adubo ou composto orgânico.· Biogasificação
A biogasificação ou metanização é um tratamento por decomposição anaeróbica que gera biogás, formado por cerca de 50% de metano e que pode ser utilizado como combustível. O resíduo sólido da biogasificação pode ser tratado aerobicamente para formar composto orgânico.· Confinamento permanente
O lixo altamente tóxico e duradouro, e que não pode ser destruído, como lixo nuclear, precisa ser tratado e confinado permanentemente, e mantido em locais de difícil acesso, tais como túneis escavados a quilómetros abaixo do solo.· Reciclagem
A reciclagem é o processo de reaproveitamento de resíduos sólidos orgânicos e inorgânicos. É considerado o melhor método de destinação do lixo, em relação ao meio ambiente, uma vez que diminui a quantidade de resíduos enviados a aterros sanitários, e reduz a necessidade de extracção de matéria-prima directamente da natureza.Porém, muitos materiais não podem ser reciclados continuadamente (fibras, em especial). A reciclagem de certos materiais é viável, mas pouco praticada, pois muitas vezes não é comercialmente interessante. Alguns materiais, entretanto, em especial o chamado lixo tóxico e o lixo hospitalar, não podem ser reciclados, devendo ser eliminados ou confinados. Fraldas descartáveis são recicláveis embora essa tecnologia ainda não esteja disponível em alguns países.
Na minha opinião, reciclar o máximo possível de lixo seria o mais adequado. Assim sendo não seriam tão usadas as outras formas de destino dos resíduos sólidos mais poluentes, prejudiciais à saúde e que não têm tantos benefícios, ou seja, se mais pessoas reciclassem, menos resíduos iriam ser incinerados, depositados em aterros, menos lixo estaria sujeito a poluir a águas subterrâneas, etc.
Bibliografia:
Relatório “A ESTRATÉGIA DE LISBOA: PORTUGAL NO CONTEXTO DA UNIÃO EUROPEIA”
http://www.portaldeambiente.com/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=pa.stories/1122
http://pt.wikipedia.org/wiki/Res%C3%ADduos_s%C3%B3lidos
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3890
http://www.incineracao.online.pt/residuos-solidos-urbanos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aterro_sanit%C3%A1rio
Intensidade Energética da Economia
Intensidade Energética da Economia (Paula Cruz)
A ‘Intensidade Energética’ é o indicador que faz a relação entre o consumo final de energia de uma dada área sócio-econômica e o seu PIB (produto interno bruto). Este indicador possibilita a avaliação do consumo de energia de uma economia e da eficiência energética da mesma, em outras palavras, ele permite a avaliar a eficiência de uma economia em termos de utilização de energia através da análise da quantidade energética necessária para produzir uma determinada unidade de riqueza. Economias desenvolvidas são caracterizadas pelos baixos níveis de intensidade energética.
Portugal, no ano de 2006, apresentou um alto nível de intensidade energética: 200 tep (toneladas equivalentes de petróleo) por 1.000 euros de PIB, em contraste com a média europeia, que foi 177 tep. Assim, diante da intensidade energética do aparelho econômico do país, verifica-se que o mesmo tem sido pouco eficiente na utilização de sua energia. No entanto, a intensidade energética portuguesa foi reduzida em 5,49% em relação ao ano anterior, o que pode ser considerado um significativo avanço, mas não ideal, visto que Portugal se configura como um dos países da EU que apresenta maior ineficiência energética.
Além disso, Portugal possui um grande potencial para a produção de energias renováveis que foi subaproveitado durante muito tempo. Esta situação gerou uma forte dependência energética em relação ao exterior: em 2007, o país despendeu mais de 6 mil milhões de euros em compras líquidas ao exterior para suprir as suas necessidades energéticas, ou seja, mais de 16 milhões de euros por dia.
Desta forma, faz-se imperativa uma mudança nos padrões de produção e consumo de energia a fim de ampliar a eficiência energética e ambiental da economia portuguesa e minimizar a sua vulnerabilidade em relação aos mercados internacionais. Consciente desta necessidade, o governo português tem buscado implementar medidas preconizadas no setor energético, devendo este conhecer importantes alterações no sentido da eficiência energética e da racionalidade do uso da energia.
A estratégia nacional para o setor energético tem como principais objectivos:
· Assegurar o abastecimento de energia, por meio da diversificação dos recursos primários e dos serviços energéticos e da promoção da eficiência energética na cadeia da oferta e na demanda de energia;
· Estimular e favorecer a concorrência, de forma a promover a defesa dos consumidores, a competitividade e a eficiência das empresas; e
· Garantir a adequação ambiental de todo o processo energético, minimizando os impactos ambientais.
Deste modo, o Governo português assume seu interesse em:
· Reduzir a dependência energética face ao exterior, aumentando a produção nacional, através de investimentos em energias renováveis;
· Aumentar a eficiência energética e diminuir as emissões de CO2, através da diminuição da importância dos combustíveis fósseis nas fontes primárias; e
· Reduzir o custo da energia e aumentar a qualidade do serviço prestado.
Concluindo, entende-se que o alcance da eficiência energética em Portugal pode ser caracterizada como um desafio que implica e implicará esforço, gestão adequada de recursos e sustentabilidade. Em síntese, é uma tarefa difícil, mas muito bem definida e, sobretudo, com todas as condições para ser bem sucedida.
Fontes
19 MESES DEPOIS. Intensidade Energética. Disponível em: <http://19mesesdepois.blogspot.com/2005/09/intesidade-energetica.html>. Acesso em: 28 Novembro 2009.
APA. Relatórios do Estado do Ambiente (REA). Disponível em: <http://www.apambiente.pt/divulgacao/Publicacoes/REA/Paginas/REA.aspx>. Acesso em: 28 Novembro 2009.
CONSELHO ECONÔMICO SOCIAL. Estratégia de Lisboa. Disponínel em: <http://www.ces.pt/file/doc/68/>. Acesso em 1º Novembro 2009.
Contribuição das energias renováveis para produção de electricidade (ANA LEONOR, JOANA MARTINS)
A energia no mundo é, na grande maioria dos casos, produzida pelas fontes de energias
tradicionais como o petróleo, carvão mineral e gás natural.
Essas fontes são poluentes e não-renováveis.
Existem diferentes opiniões sobre o tempo da duração dos combustíveis fósseis mas devido a energias limpas e renováveis como a energia solar, a biomassa, a energia eólica, a energia maremotriz e sanções como as que estão previstas no Protocolo de Quioto, que exige dos países industriais um menor nível de gases de efeito de estufa expelidos para a atmosfera, as energias alternativas são já um novo modelo de produção de energias económicas e saudáveis para o meio ambiente.
As energias renováveis são portanto consideradas como "alternativas" ao modelo energético tradicional, tanto pela sua disponibilidade (presente e futura) garantida (ao contrário dos combustíveis fósseis que precisam de milhares de anos para a sua formação) como pelo seu menor impacto ambiental.
São geralmente designadas por energias renováveis as fontes de energia que se podem considerar inesgotáveis ou cujo potencial energético se possa renovar.
São usualmente incluídas no âmbito das fontes de energia renovável, a energia eólica, hídrica, geotérmica, solar, energia das ondas, energia das marés, cogeração (produção combinada de energia eléctrica e energia térmica para um determinado fim, como por exemplo utilização industrial ou aquecimento do ambiente) e o aproveitamento da biomassa. As energias renováveis não contribuem para o efeito de estufa, causam menores impactos negativos do que os que são provocados por outras fontes de energia eléctrica, fóssil e nuclear e promovem desenvolvimento em zonas desfavorecidas, pelo investimento e também pelo emprego criado.
As energias renováveis são, neste momento, um negócio que tem beneficiado de um crescimento acelerado na Europa Ocidental e Estados Unidos, ao mesmo tempo que mantém um grande potencial de desenvolvimento futuro, através de oportunidades em novos mercados e da evolução das tecnologias.
No caso de alguns países, nos quais se insere Portugal, a instituição de regulamentação específica e a assinatura do Protocolo de Quioto foram decisivos para estimular a recente vaga de lançamento de projectos de energias renováveis.
A factura da electricidade de um consumidor comum não é uma equação fácil de resolver, já que para além dos custos inerentes ao transporte, distribuição e comercialização, os consumidores pagam ainda uma tarifa pelo uso global do sistema que incluem os chamados custos de interesse económico geral, que se referem entre outros às tarifas das energias renováveis (que desde Maio de 2006 se repercutem apenas nos consumidores domésticos, por decisão do executivo).
As energias renováveis têm um grande relevo no actual panorama nacional.
Existe uma directiva (conhecida por Directiva das Renováveis) que obriga os países a produzir uma percentagem da energia eléctrica apenas através de fontes de energias renováveis, a partir de 2010. No caso de Portugal, esse valor é de 39%. As expectativas relativas a este assunto são até acima desse valor e oscilam neste momento entre os 43% avançados por Sá da Costa, Presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis.
Em Portugal existem essencialmente dois mecanismos de apoio directo à produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis: um regime jurídico, que estabelece uma remuneração diferenciada por tecnologia e regime de exploração para a produção de energia eléctrica com base em recursos renováveis e uma medida de apoio ao investimento em projectos de produção de energia a partir das fontes de energias renováveis.
O Decreto-Lei nº 29/2006, de 15 de Março de 2006, veio estabelecer as bases gerais de organização e funcionamento do Sistema Eléctrico Nacional (SEN), classificando a produção de electricidade em dois regimes:
• Produção em regime ordinário;
• Produção em regime especial;
Ao regime especial corresponde a produção de electricidade com incentivos:
• À utilização de recursos endógenos e renováveis;
• à produção combinada de energia térmica e energia eléctrica (cogeração);
Na sequência da publicação do Decreto Lei nº 172/2006, de 23 de Agosto de 2006, que estabelece o regime correspondente à produção em regime ordinário, o Governo estabeleceu o regime associado à produção em regime especial, mediante a publicação de três Decretos Lei:
• Um, relativo ao regime de produção de energia a partir de fontes renováveis, que tem uma natureza integradora e de actualização, à luz de novas metas e realidades;
• Outro, relativo à produção combinada de calor e electricidade (cogeração);
• Um terceiro, relativo à microgeração, quer a partir de energias renováveis, quer a partir da co-geração;
A produção de energia eléctrica através de sistemas de geração de pequena escala
(microgeração), localizados junto dos locais de consumo e utilizando fontes renováveis de energia, ou processos de conversão de elevada eficiência energética, será mais um contributo para a qualificação do sistema energético português, em que muitos estão empenhados.
Através da criação de condições para a produção descentralizada de pequena escala, renovável ou de elevada eficiência, dar-se-á mais um contributo para reduzir a dependência energética nacional, criar uma relação mais íntima dos consumidores com a energia, fomentando a eficiência nos usos e aumentando a sua responsabilidade ambiental, e reduzir a factura energética dos consumidores residenciais e de serviços.
O que podemos concluir ao abordar este tema é a crescente importância das energias renováveis no mundo actual. Se por um lado elas são importantes para a sustentabilidade energética e apresentam inúmeras vantagens tais como, criação de emprego e investimentos em zonas desfavorecidas, por outro apresentam também benefícios financeiros para os Municípios e populações locais. Ao nível governamental a diminuição dos custos que venham a incorrer pela aplicação de penalidades impostas pelo protocolo de Quioto e de directivas comunitárias também é um ponto positivo.
Por outro lado há que pesar também os contras, nomeadamente o custo de produção e o consequente peso nas facturas dos consumidores, sobretudo os de baixa tensão que têm a seu cargo 99,05 por cento dos custos que os subsídios das energias renováveis representam. Se por um lado as energias renováveis têm um impacto forte na tarifa, por outro, estudos revelam que é muitíssimo rentável, a vários níveis, apostar em energias renováveis.
Em 2006, a venda de energias renováveis em Portugal gerou receitas de mais de 425 milhões de euros e estima-se que a microgeração permita poupar cerca de 6 milhões de euros por ano em electricidade.
Trabalho realizado por:
Saulo Fonseca - Qualidade do ar
Joana Martins- Contribuição das energias renováveis para produção de electricidade
Ana Matos- Contribuição das energias renováveis para produção de electricidade
Paula Cruz- Intensidade energética da economia
Isabel Paiva- Produção e destino de resíduos sólidos